Durmo com uma planta no meu quarto desde há muitos anos. Começou como uma espécie de desafio infantil à crença escolar de que os vegetais chucham o oxigeno e podes ficar sem ar de noite, he. Eu sou é um atrevido e por enquanto sempre acordei com os pulmões cheios, sem importar o pequena que fosse a habitação ou grande a planta (que as duas mudaram avondo). Aliás, o meu razoamento maluco foi que se as plantas consumem um bocado de oxigeno e fam que custe mais respirar… o efeito no corpo pode ser até positivo porque é como um género de adestramento físico nos momentos de menor consumo energético do dia. Contudo, agora estou preocupado porque a minha companheira de quarto cresceu demasiado e o vaso ficou pequeno. Ontem sonhei com que as raízes se expandiam fora da terra, subiam polos pés da cama arriba e começavam a tirar os nutrientes necessários das minhas veias como se fosse a invasão dos ultra-corpos, glup. Sei que não tenho nada a temer porque a pobre não tem mais ninguém no mundo e os boas parasitas jamais matam um hospedeiro sem ter outro pronto.
Adaptações
This entry was written by Ricardo T. and posted on Maio 13, 2007 at 8:53 pm and filed under Desordem. Bookmark the permalink. Follow any comments here with the RSS feed for this post. Publique um comentário ou deixe um trackback: Trackback URL.


2 Comentários
ooooh, ricardo… pq vc parou?
Miraches ben. ¿Seguro que non hai outro hospedeiro pronto?