Feliz Ano

Termina o ano. Que nobidade, sempre passa o mesmo e começa um outro ano tão ou mais merdento que o anterior. Tecnicamente é possíbel que não chegue a começar, mas é complicado já que requer muitas forças, geopolíticas ou naturais, destrutibas combinadas e, sobretudo, um impossíbel azar estatístico. Enfim, a mole força do calendário, essa mentira concordada, não me dá nobas sensações nem reflexões nem mais nada do que os dias do comum. Antes, uma ratificação: que todos os esforços feitos são inúteis, e ainda que eu som mais ruim e estúpido e parbo e mentireiro cada dia, aliás a passagem de ano apenas é outro dia ganhado na confusão que me estraga. E pode que todas as pessoas pensam que são os outros os que não sabem distinguir o real do imaginário e o necessário do prescindíbel e que por isso mereceriam um guia melhor. Eu não penso isso, reconheço a impostura mas não vou tirar o meu disfarce pessoal por isso. O meu fato de preso pode não ser grande cousa, mas é o único que tenho, assim que lebantarei às apalpadelas todos os tijolos que forem precisos e pronto, farei um lindo presídio sem tentativas de fuga possíveis, sem armar rebuliço nenhum.

Sim, se quadra somos arquitectos silenciosos da nossa desfeita, mas também somos operários rotineiros da nossa tristeza, e é que leba tempo destruir as nossas bidas.

 

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