Odi et amo et cetera

– OH, sim, é certo que nos amamos, mas há tanto que não sabes sobre mim, e tenho medo de que descubras os cadáveres que enterrei no meu quintal e digas «oh, só era isto afinal? que pouco interessante, que poucos segredos, melhor vou embora onde alguém me surpreenda a sério» e que for o começo do nada assim que vou ficar calado durante toda a nossa relação para que me espreites como que às agachadas a pensares que devo ter alguma cousa tão escura e maligna no meu interior que levaria uma vida resgatar(-me/-nos) do naufrágio e quando descubras a verdade será já tarde demais e que vaia merda, não há tesouros escondidos, nunca houvo sobreviventes. Oh, sim, isso é o que vou fazer, um engano perfeito com pistas falsas que levam a nenhures. E isto é no que penso quando digo que não penso em nada.

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