estrela

à sua beira, enquanto ela dorme no silêncio, inspira e expira. torna a uma respiração consciente e pausada, sem mais alvoroços compreende como eles vão ganhar. envoltos na poeira que respira sem saber, através das fossas nasais. lentamente introduzem-se dentro, um milhão de parasitas querem viver sob a sombra do seu paço imperial, querem percorrer o seu labirinto sanguíneo arriba e abaixo, querem quebrar o seu fraco equilíbrio e destruir todas as máquinas para deixarem só a pureza. será singelo, não sentirá dor, não pedirão licença, é inevitável, e olhos a pousar-se sobre a continuação do desejo no mundo das relações simbióticas, doenças infecciosas sem solução, uma estrela vermelha gigante esgota o hidrogénio

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