Um Domingo Qualquer

Hoje sonhei com as guerras jugoslavas. Nem há tanto tempo que estávamos enleados com isso, com tanta gente a admirar-se de termos um conflito assim na Europa… um continente pacífico de sempre, certamente, fora de se matarem entre eles (nós?) durante séculos por um deus de mais ou de menos como escusa, e de arrasarem África, Ásia, e América, claro, e enfim, praticamente qualquer canto da terra, quem podia chegar a imaginar? Ainda bem que eu moro no melhor país do mundo, só atrás da Zâmbia e talvez Istambul. Voltando ao tema, havia um general, não lembro o seu nome, que dizia: “eu não odeio os croatas (etc), só lhes disparo”.

Pois é, nesta altura já não procuramos escusas religiosas ou patrióticas, atiramos os vizinhos para evitarmos que nos dêem uns tiros eles antes, onde a única novidade histórica e a tecnológica: a ocasião faz o pecador. E escalamos montanhas porque “estava aí” a desafiar-nos com a sua pretensa invencibilidade. Até que inventámos as garrafas de oxigeno. As garrafas e uma classe social que pode perder o tempo a subir montes perdidos a milhões de quilómetros de distância; lá onde nunca sherpa nenhum sentiu a necessidade de subir, não até que chegaram ingleses que não podiam apanhar uma vida honesta na sua ilha.

Os patos de cerâmica do meu quintal também sabem que não é ódio, é só que gosto de lhes acertar na cabeça, bang, bang, porque estão aí, os malditos cabrões, e não há quem suporte estas tardes de domingo.

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