Sem jeito…

ai, tantos dias sem nenhum jeito por cá. Sinto que estou a afogar entre a minha poeira privada e, o que já é inadmissível, no remoinho de tormentos e angustias fingidas que entra pola janela. Nasces um lamúrias e morres um lamúrias, isso é o único que eu diria sobre o tema. Agora vim a descobrir que não som o único com tempo a perder em jogos sem importância, há milhões de pessoas bem-dispostas para serem cavalos dum ginete fantasma. Olhem as esporas, o pony express nunca descansa, cartas em círculos sem começo e sem final.

Qual é a melhor forma de solucionarem os conflitos? Antigamente cada bando escolhia um representante e fazia uma justa de Deus, lim sobre isto algures mas já não lembro o que faziam com o bando perdedor, fora de cagar na memória do seu caído. Talvez arrumavam as malas e iam outra parte, ou deixavam que o vento de deserto os enterrasse até a desaparição como fai com todos nós. Com tranquilidade. Anyway, era um método neolítico afastado da nossa mentalidade post-post-modernista, não há bandos mais, há exércitos de um contra o mundo, o que já parece um combate desigual desde o começo. A nossa desaparição futura não terá tantas redes de seguridade, felizmente. Adiantamos muito desde aquela.

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