Category Archives: Desordem

Adaptações

Durmo com uma planta no meu quarto desde há muitos anos. Começou como uma espécie de desafio infantil à crença escolar de que os vegetais chucham o oxigeno e podes ficar sem ar de noite, he. Eu sou é um atrevido e por enquanto sempre acordei com os pulmões cheios, sem importar o pequena que […]

/hiatus off

Após este breve intre de não publicidade, continuamos com as nossas emissões habituais. Stay tuned.

d5

Um peão niilista do xadrez decidiu desobedecer as ordens dos seus generais. Estourou uma bomba e matou os dous cavalos, um bispo preto, e uma torre branca. O rei e a rainha brancas foram feridas e estão fora de perigo. Deixou uma nota: conta que há estranhas razões que convertem a alma em dinamita e […]

Hipnótico

Hoje chovia tanto e ia tanto frio, tanto vento,… realmente não deveria ter saído mas já levamos na monção galega quanto tempo? Dez ou quinze anos, por aí. Assim que fum dar uma voltinha, bah, pensei que um momento e de volta ao queli mas não sei que aconteceu. Só sei que estava a pensar […]

A Circulatura do Quadrado

Sempre que quero dizer alguma cousa em positivo penso na linha de Pulp Fiction Well, let’s not start sucking each other’s dicks quite yet. E tudo corre mal por sempre, claro. Por querer ser objetivo demais, por querer uma estúpida imparcialidade impossível, deixo apodrecer parabéns (tb virtuais e imaginários) que já não se poderão dar. […]

Luzes Matemáticas

vinte anos atrás o monstro sob a minha cama desconhecia a fórmula exacta na que conjurar o apocalipse deveria tomar aulas do monstro de cima da minha cama vinte minutos atrás

Oi

ei, estou tão feliz polo teu sucesso, di-me como foi, como conseguiste? oh, merda, é uma pena, assim que renunciaste não, claro, não, não era tão importante acho e isso também? é um pouco triste, lembro como tantos te seguiam agora devem estar desapontados tantas pedras lançadas ou talvez estão contigo no mundo das croquetas? […]

Silêncio

Deixavam a gente sonhar com o seu futuro tranquilamente. Viver na cidade ou caminhar polo deserto sem dar explicações. Não havia portas fechadas, e as janelas nunca vigiavam. Chegavam visitantes que se admiravam com a beleza silenciosa da cidade. Só durante uns segundos, porque logo se esquecem as vielas que não nos levam a nenhures. […]

Pontos de Fuga

Acordo em chamas porque ninguém chamou por mim e o incêndio do teu passado chega lento e silencioso ao meu presente. Um lume apaga outro lume; o teu submerge as minhas tatuagens, os desenhos cifrados para olhos sedentos. Observo as minhas mãos tornadas nas duas actrizes principais do espectáculo, capazes de envolverem os meus pequenos […]